Embaixada dos EUA resolve confrontar Moraes: ‘nenhum juiz brasileiro tem poder para anular a Primeira Emenda’

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil resolveu direcionar críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes depois que a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de obstrução das investigações da trama golpista. 

O ministro Alexandre de Moraes não tem comentado explicitamente as últimas decisões dos EUA, que violam a soberania nacional brasileira. Citando a investigação da trama golpista como justificativa, Washington anunciou uma sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras e aplicou sanções ao ministro do STF, bloqueando ativos em território norte-americano.

No caso específico do ministro Alexandre de Moraes, a Casa Branca recorreu à chamada Lei Magnitsky. O dispositivo, criado em 2012 após a morte do advogado e ativista russo Sergei Magnitsky em uma prisão de Moscou, foi ampliado em 2016 para permitir que Washington puna autoridades e entidades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos, mesmo sem decisão judicial transitada em julgado.

As restrições contra Moraes incluem o congelamento de bens e recursos que eventualmente estejam em bancos dos EUA. As instituições financeiras americanas são obrigadas a comunicar ao Office of Foreign Assets Control (OFAC) a existência de ativos ligados ao ministro, que passa a ser impedido de movimentar fundos em território norte-americano.

De acordo com pessoas próximas, Moraes minimizou o impacto das sanções. “Não vai mudar nada”, teria afirmado, observando que não mantém contas, aplicações ou propriedades sob jurisdição dos Estados Unidos.

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